domingo, 13 de setembro de 2015

Guerra da Sexta Coalizão: A queda do Império!

Dentro do mesmo período da Guerra da Quinta Coalizão, ocorreu algo muito importante para o cenário geopolítico napoleônico: com a forçada nomeação de José Bonaparte (irmão mais velho de Napoleão) como Rei da Espanha, iniciou a chamada Guerra Peninsular, na Espanha e em Portugal, entre as forças franceses e a resistência espanhola contra a recém-nomeação.

Assim, Napoleão perdia o seu mais forte aliado na Europa e se via com problemas nos estados germânicos e italianos. Nesse contexto, explodiu a Guerra da Sexta Coalizão.

O avanço inicial francês


Do meio pra o fim de 1812, o Grande Armée (como ficou chamado o corpo de exércitos sob o comando de Napoleão), composto por 650.000 soldados de 20 nações diferentes, falando 12 línguas diferentes; avançou contra a Rússia. 

A primeira grande vitória de Napoleão foi na Batalha de Borodino, quando o General Kutuzov foi encarregado de atrasar Napoleão e reagrupar suas tropas a espera de reforços. Napoleão dispunha de cerca de 160.000 homens, contra 140.000 russos e, sem esperar a chegada de reforços atacou. Causando 45.000 fatalidades ao inimigo e perdendo cerca de 10.000 a mais, Napoleão garantiu o avanço das tropas francesas até Moscou, dali pra frente.

A Batalha de Borodino.
























Moscou como uma cidade destruída e o recuo francês


É interessante citar que essa foi a primeira vez que os russos se utilizaram da estratégia da "terra arrasada". Não foi diferente com Moscou e, quando Napoleão chegou aos arredores da cidade, essa ardia em chamas; sua população e o Czar Alexandre I fugiram. Sem condições de continuar a campanha, diante do rigoroso inverno que estava por vir, Napoleão decide recuar para os estados germânicos, aonde revoltas contra o domínio francês insurgiam fortemente.

No recuo, Napoleão ainda tentou brecar o avanço inimigo na Batalha de Dresden, contra russos, além de prussianos e austríacos que já tinham quebrado a aliança com a frança. Mesmo vencendo a batalha, Napoleão não conseguiu retomar a iniciativa que, daí pra frente, ficaria apenas em mãos dos coalizados.

Apesar da vitória na Batalha de Dresden, contra uma força duas vezes maior, Napoleão apenas atrasou sua derrota definitiva.




























A Batalha de Leipzig (16-19 de Outubro de 1813)

Teve-se, então, a maior Batalha da Era Napoleônica em termos de quantidade de soldados em participação. Também conhecida como "Batalha das Nações", contou com 190.000 franceses contra 430.000 coalizados. Napoleão optou por uma postura defensiva, falhando e perdendo a chance de atacar os pontos mais fracos do inimigo que, com o tempo, foram fortificados. Além disso, o Reino da Saxônia, importante aliado germânico de Napoleão quebrou a aliança, se unindo aos coalizados com mais homens já no decorrer do confronto.

Mesmo conseguindo causar 55.000 casualidades contra os inimigos e perdendo 38.000 homens, Napoleão viu-se cercado pela coalizão. Mesmo assim, conseguiu perfurar o cerco e retornar a Paris. Foram assinados dois tratados, o de Fontainebleau e o de Paris que, entre outros pontos, reduzia a França ao seu território original (anterior a Napoleão) e forçava o ex-imperador a exilar-se na Ilha de Elba, próximo a costa italiana.

A Batalha de Leipzig contou com o maior número de soldados e de nações da Era Napoleônica.

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