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sábado, 29 de agosto de 2015

Curiosidades: A Campanha científica do Egito e a Pedra da Roseta!

A Campanha do Egito não teve importância militar apenas, mas sim, uma importância científica e cultural na época. Para o Egito foram, com as tropas francesas, matemáticos, geógrafos, escritores, arquitetos, astrônomos, entre muitos outros tipos de estudiosos. Uma das grandes conquistas dessa expedição científica foi da Pedra da Roseta.

A Pedra de Roseta é um bloco de granito negro (muitas vezes identificado incorretamente como "basalto"),  mede 118 cm de altura, 77 cm de largura e 30 de espessura. Ela foi descoberta em 1799,mas mais tarde ela foi capturada pelos ingleses. O bloco de pedra tem estranhos glifos cunhados separados em três partes distintas. Cada parte apresenta uma espécie de escrita que em nada se assemelhava com as outras duas. Estas três formas de escrita, constatou-se depois, eram textos nas línguas escritos em hieróglifos, demótico egípcio  e grego.


A Pedra de Roseta é um fragmento de uma estela, bloco de pedra com inscrições de registros governamentais ou religiosos.Sua tradução ainda causa conflitos entre nações e, até os dias de hoje, estudiosos debatem sobre quem deveria levar crédito por decifrar o código dos hieróglifos. Até mesmo a atual localização da pedra é assunto para debate. O objeto sempre foi considerado de grande importância histórica e política. A realização da tradução em 1822 pertence ao estudante francês Jean-François Champollion, que desta forma iniciou a ciência de estudo de assuntos referentes ao Egito, a Egiptologia.

A Pedra da Roseta se encontra, atualmente, no Museu Nacional Britânico.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Antes de se tornar Imperador: A Campanha do Egito!

Nem todas as expedições de Napoleão foram um sucesso. A Campanha do Egito, foi um bom exemplo disto. Pra piorar tal campanha tinha sido firmemente apoiada por Bonaparte. Tal campanha tinha como pretexto o controle das saídas do Nilo e, oficialmente, os franceses declararam guerra contra os Egípcio Mamelucos e Otomanos. Entretanto, o real objetivo seria desestruturar as rotas dos britânicos para o Oriente e, num futuro próximo, usar o Egito como base para um grande avanço a Índia Britânica.

Em azul as rotas usadas pelos franceses e, em vermelho, as pelos britânicos. Note que os franceses tomam a Ilha de Malta, no caminho de ida.






















As tropas francesas desembarcaram, no dia 1 de Julho de 1798, na enseada de Marabout; sem muita resistência das forças mamelucas do Egito. As duas primeiras importantes cidades conquistadas foram Alexandria e Ramahnaiyeh. Após manterem posição por certo tempo, esperando a chegada de todas as tropas; Napoleão inicia sua "descida" pelo Nilo; conseguindo inúmeras vitórias ao longo do caminho.

Batalha das Pirâmides, oléo sobre tela de Louis-François Baron, de 1808.



















No dia 21 de Julho de 1798, Napoleão confronta 21.000 tropas Mamelucas e Otomanas. Devido a vantagem tecnológica e tática Napoleão, mesmo com 1000 homens a menos; sofre, apenas, 289 baixas (entre mortos e feridos) contra 3000 casualidades inimigas. Tal vitória garantiu a rápida conquista do "Baixo Egito". 

Em dezembro acabam por desencadearem-se, inúmeras revoltas no Egito, das quais, a revolta do Cairo foi a mais séria, entretanto, foi suprimida. Assim, controladas as milícias, os franceses iniciam seu avanço para a Palestina Síria. O avanço se inicia no dia 10 de fevereiro e com algumas batalhas de resistência, os franceses chegam ao seu avanço máximo, em 20 de Março, quando chegam e iniciam cerco em Acre. Os planos franceses, a partir de então, era tomarem Acre, e, em seguida, se porem na defensiva, visando resistir tempo suficiente para se reorganizarem.

Nem a primeira parte do plano foi completa, pois, capturados por navios ingleses, os canhões de cerco de Napoleão nunca chegaram a Palestina. Mesmo com uma importante vitória sobre os reforços Otomanos, vindos do Norte, em ajuda a Acre; os franceses foram obrigados a desfazer o cerco e voltar às pressas para o Egito, aonde, navios britânicos iriam desembarcar tropas turcas em breve. Napoleão chegou ao Cairo, no dia 14 de Julho, com menos de 10.000 homens (13.000 tinham partida), em parte, doentes e feridos.

Após resistir por certo tempo, tendo, até mesmo, importante vitórias, como na Batalha de Akubir. Napoleão passa o controle do Exército do Oriente ao General Kléber e retorna a França para "salvá-la" e segurar as pontas na Guerra da Segunda Coalizão que não favorecia os franceses. Assim, acaba a Campanha do Egito para Napoleão.